quinta-feira, 7 de junho de 2012


Minha lição preferida.
Para mim é inesquecível aquela passagem do Mestre que ao interferir num apedrejamento de uma mulher, embora essa passagem seja sempre lembrada pelas suas palavras:
“Aquele que não tem pecado que atire a primeira pedra”, para mim a mensagem mais profunda, que ficou impressa na minha alma para sempre é “Nem eu te condeno. Vá e não peques mais”. (João 8:7-11).
Égua. É forte. É de uma mansidão imensa. Não criticou, não rotulou, não encheu o saco da coitada da mulher, cujo único pecado tinha sido o de agir conforme sua natureza e gostar “daquilo”,
Ele podia, com a autoridade de Filho de Deus, de Messias, do Enviado, do Rabino, do Cristo, ter passado umas boas meia hora num sermão pauleira, daqueles que ia deixar a mulher cabreira a ponto de pensar duas vezes antes de cair na besteira de repetir a façanha e levar outro sermão.
Mas não o Fez. Nem disse o clássico e afetado: “Eu te Perdôo”. Não!
Disse simplesmente: “Nem eu te condeno.” Belo. Sem pose. Sem impostação.
Em seguida, permitiu àquela frágil mulher a dignidade de permanecer com o mais forte dos direitos que nosso Pai nos dotou: O direito sublime e sagrado de escolha. O livre arbítrio: “Vá e não peques mais...” Se quiser, se desejar, se aprendeu com a lição. Sem ameaças, sem rancor. Sem rótulos.
E a gente se arroga em sair por aí julgando e depois distribuído perdões quando poderíamos repetir “Nem eu te condeno”. E deixar que o outro siga seu caminho de acordo com suas crenças, projeto de vida e limites. E escolha por conta própria fazer o que quiser, pois seremos sempre pela Lei Divina, responsabilizados pelas nossas escolhas.
Durval