domingo, 27 de setembro de 2009

De bobeira...


Alguém já tentou se pôr em um lugar agradável e curtir um pouco seu eu?
Assim de bobeira...
Sair da frente da TV. Não fazer nada. Ficar sem fazer nada, se nada realmente precisar ser feito. Curtir o eu. Em silêncio. Sozinho. E quando eu digo sozinho, quero dizer consigo mesmo, não necessariamente isolado.
Vendo o tempo passar, observando seus pensamentos, seu papo interior, seus medos, desejos, inquietações...(Sem dormir).
Quem consegue? Por quanto tempo? Sem desejar beber água, ligar para alguém ou fazer qualquer outra coisa?
Tente! Preste atenção quanto tempo consegue. É uma guerra.
Também tem a ajuda do nosso querido e inseparável “próximo”. Logo aparece alguém com aquelas perguntas:
“Ei Dôga! Tás aí fazendo o que?
Quais “os problemas”?
Quem morreu?
Pensando na morte da bezerra?
Quem pensa não casa!
Te mexe cara! O urubu vai te carregar!”. E aí por diante.
É uma conspiração para a gente não encontrar o caminho mais difícil embora o mais curto: O caminho para o nosso interior. E talvez o único que teremos que percorrer a sós.
Mas vale a pena insistir.
Tenho insistido. Se bem que o pedaço aqui é propício a essa fuga, embora sempre o amigo Huck ou o Bethoven e agora mais duas cachorrinhas uma cujo nome não devo mencionar e a Vitória e as gatinhas, sempre teimem em disputar atenção.
Mas esse é o lance. O mundo não pode parar para a gente descer. A gente pode dar esse mergulho interior, mesmo cercado por quem ama.
É uma boa.
Ei! Vocês dois aí! Vale a pena!

Durval