terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"É de fazer chorar"...


E o carnaval acabou.
Feriado grande que eu estava esperando desde o Natal. E acabou aparentemente num instante.
E no sábado bem cedinho, gravei aquela esperada mensagem: “Retornaremos às nossas atividades na próxima quinta feira”... Caramba! Um barato!
Vê se pode! Mulatas, escola de samba, folia na TV, o clima de carnaval no ar, saudosos carnavais de marchinhas e frevos cantados por Claudionor Germano, tipo:
“Quando se vai um amor, desses que a gente quer bem, a gente espera seu moço, até que um dia ele vem”...
ou “Voltei, Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço”....
”Mandei fazer um buquê prá minha amada”... Égua! É osso!
Também tinha aquela de o dia inteirinho prá não fazer nada.
Resultado: Não consegui ver uma escola inteirinha sequer.
Sono bateu. Como todo dia. Também tem aquela sensação que todas as escolas são iguais... Muito bonitas, mas iguais...
Apareceu o que fazer todos os dias. Viver no mato tem seus encantos.
Um deles é sempre ter muito pra fazer. E eu nunca declino da missão. Tem que fazer, pois vamos fazer...
No sábado, manhã dos netos. Dia de curtição dos meninos e Jane, impoluta leitora deste nobre blog, curtindo o violão, um barato!
E Francisca pinta potes com os meninos. E depois tem banho de bica! Um barato!
Hoje, último dia do carnaval, tô aqui fazendo as contas que raios eu estava esperando.
E agora? Vou contar o que?
Antes eu estava esperando o feriado de carnaval.
Tinha esse alento pela frente. Contava os dias para a grande folga.
Sempre olhava a folhinha prá contar quantas semanas estavam faltando para o carnaval!
Pois não é que o bom eram aqueles dias que antecediam, que eu deixei passar esperando algo que abrilhantava o presente e eu não percebia?
A beleza do hoje é que contem a promessa de um amanhã.
Então esse momento presente que estou vivendo agora, tem um encanto que devo descobrir.
Então, vou nessa. Deixa o carnaval ir. A quarta-feira de cinzas vai me encontrar em paz e contente de ter tido um excelente carnaval.
Agora me digam. E aqueles que saíram prá longe, viajaram léguas atrás de uma diversão sonhada, será que encontraram?
Torço que sim porque a sinistra quarta-feira de cinzas chega para todos nós, nos conduzindo implacavelmente para nossa realidade.
Como dizia o poeta:
“É de fazer chorar... Quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar; Oh quarta-feira ingrata, chega tão depressa, só prá contrariar”...

Durval