domingo, 13 de dezembro de 2009

"Então é Natal"...


Ei vocês dois possíveis e eventuais leitores aí!
Vamos cair na pegadinha do Natal de novo?
Já notei ele se aproximando nos anúncios coloridos.
O clima vai chegando aos poucos, contagiando o ar, nos programas de TV, nas músicas, trazendo recordações de épocas que vistas daqui foram inesquecíveis. Trazendo um gostinho de saudade, de um tempo que não identificamos bem, ali perto da infância sei lá de onde... É um cheiro que vem no vento, é uma música antiga...
Mas ninguém se toca, que nessas épocas, nos lembrávamos de outras épocas que por sua vez foram inesquecíveis...
Pera aí! Que negocinho é esse? Eu sinto falta de uma época onde na realidade eu tinha era saudade de outros tempos? E quando fomos realmente felizes? O que está faltando hoje? O que provoca esse efeito de não estar igual ao passado? De qual Natal dos anos atrás é que temos saudades?
Mas “neguinho” nem se lembra como aquele Natal maravilhoso passou ligeiro. Amanheceu e logo chegou o dia seguinte. Nem se lembra o trabalho que deu pra limpar os restos da festa, da ressaca, do trabalho de preparar tudo e tudo passar numa fração de segundos. E nem chegamos a sermos felizes de verdade. Nem chegamos a curtir toda a paz que o Natal sugere. Nem tivemos tempo de perdoar ninguém, como a gente queria, de sermos realmente generosos com aquele nosso irmão que realmente precisava da nossa generosidade.
Na busca de sentirmos o clima Natalino, quase nos esquecemos do nosso Mestre, da humildade que Ele ansiava que nós tivéssemos e nos empenhamos em competir com os “anos passados” e produzir um jantar de “conforça”, mas na nossa mesa não estava aquela pessoa que precisava realmente da nossa companhia, da nossa comida, do nosso perdão, do nosso carinho, de ouvir de nossa boca: “Então é Natal... “
Na sofreguidão por reproduzir uma felicidade artificial esquecemos que tivemos o ano inteiro para realizar um montão de ceias de “Natal” onde a presença principal deveria ser nosso Mestre. Nos nossos corações. Tivemos o ano inteiro para agirmos como verdadeiros cristãos, aprendendo a viver com nossos irmãos de caminhada, buscando descobrir nos nossos irmãos as mensagens que a Suprema Fonte a eles confiou para que eles nos transmitissem.
Por isso nunca vamos poder perceber a felicidade imensa que temos e que existe nesse exato momento. O Supremo Milagre que teremos nesse Natal.
Observe! Estamos juntos! Ainda é tempo de amar, de fazer alguém sorrir, de sorrir com alguém, de ligar pra alguém e dizer o antigo, velho e fora de moda: "Ei! Eu te amo"! de alimentar um animal, matar a sede de quem tem sede, e na verdade existem muitas formas de sede, se molhar na chuva, sentar no chão, ver as estrelas, despertar a criança que ainda vive em nós.
Eu por mim, desisti de editar antigos Natais. Estou legal hoje. E hoje não é Natal. Hoje é um dia qualquer, de uma semana qualquer. Hoje eu posso fazer a diferença, posso tentar ser Canal do Bem Maior e levar para alguém um sorriso, para o mundo um pensamento de amor profundo, regenerador...
E quando o Natal chegar, e ele sempre chega, será mais um dia qualquer, numa semana qualquer e me encontrará na rinha. E aí não só desejaremos uns aos outros “Feliz Natal” e coisa e tal. Estaremos com a mente tranqüila pois teremos vivido realmente muitos “Natais” a cada dia, e como é Natal e ninguém é de ferro, tentaremos fazer com que tenhamos realmente um Natal Feliz. Mas felicidade não se tem. Se transmite.
Sentarei à mesa do próximo Natal, cercado pelas lembranças de um dia como outro qualquer. Tranqüilão.
Mas se apresse. Já está anoitecendo. Não perca muito tempo. Talvez alguns de nós não estejamos tão juntos no próximo Natal e aí vamos notar que estivemos muito perto da felicidade hoje, aqui mesmo, nesse diasinho comum e nem notamos.
E nem era Natal.

Feliz Natal para todos.

Durval